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Um tratado médico que é, na verdade, uma ousada exploração da sexualidade feminina do século XVIII. Descubra a obra controversa que lançou as bases para o estudo do corpo da mulher.
Descubra em A Ninfomania, de D. T. Bienville, uma fascinante porta para a compreensão da sexualidade feminina no século XVIII. Publicado originalmente antes da Revolução Francesa, este livro, que se disfarça de tratado médico, é uma leitura instigante para quem busca entender como o corpo e o desejo eram percebidos e abordados em uma época de grandes transformações.
A obra equilibra uma intenção científica, buscando explicar as causas e efeitos do “furor uterino”, com um subtexto literário libertino que paradoxalmente celebra a sexualidade feminina. Bienville mistura lições de anatomia com o que foi descrito como uma “perversão disfarçada”, tratando a ninfomania como uma doença curável através de “aulas de moral e receitas esquisitas”, revelando a ambiguidade da época em relação ao prazer e ao corpo.
Escrito pelo médico francês D. T. Bienville (1726-1813) e lançado originalmente em 1771, com uma edição italiana em Veneza em 1786, A Ninfomania foi um pioneiro ousado. Foi um dos primeiros a abordar a sexualidade como tema de estudo clínico, e não apenas moral, desafiando os mistérios e preconceitos de seu tempo. Embora não tenha sido um best-seller ou ganhado prêmios na época – e deve-se notar que não tem relação com o filme contemporâneo “Ninfomaníaca” de Lars von Trier – sua importância histórica é inegável, sendo considerada uma “pedra fundamental” para o conhecimento sobre o corpo e a sexualidade feminina, ainda que por “vias tortas”.
A ambiguidade do texto reflete o espírito iluminista da época, racional e investigativo, mas também profundamente humano. Enquanto o autor expressa uma moral pudica, descrevendo a ninfomania como uma “miséria que humilha, atormenta e degrada”, sua obra acaba por funcionar como um texto que celebra a fisiologia do sexo feminino. Essa dualidade torna o livro um documento histórico essencial para compreender a evolução da medicina e os discursos sobre o corpo e o gênero no século XVIII.
Esta edição da L&PM Pocket, volume 10, publicada em 1999 com tradução de Lúcia Leiria e 130 páginas, é ideal para quem busca uma leitura que provoca reflexão e oferece uma janela para o passado. Se você se interessa por história da medicina, estudos de gênero ou textos que desafiam convenções, este livro é uma descoberta fascinante que amplia a compreensão sobre a sexualidade e a sociedade. É um convite para o leitor curioso e o colecionador de obras singulares.
Muito Bom
Capa e Lombada: Sinais mínimos de manuseio e poucas marcas do tempo
Páginas: Brancas e firmes, sem marcas
Grifos e Anotações: Sem grifos, rasuras ou anotações
Observação Adicionais: Aparência de um livro que foi pouco lido
Atenção:
Leia atentamente a descrição, a conservação e confira as fotos antes de confirmar o seu pedido.
Jean Baptiste Louis de Bienville foi um médico e escritor francês do século XVIII, conhecido…
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